O técnico do Grêmio Prudente, Jorge Saran, falou, ontem, pela primeira vez sobre o caso que classificou como uma “traição”, em referência ao problema disciplinar que motivou a dispensa do volante Augusto e dos atacantes Izac e Rafael Akai. O treinador criticou a forma como um churrasco, na última quarta-feira, foi organizado e os excessos que, em sua visão, contaminaram o restante do elenco e motivaram a derrota ante o Tanabi no domingo em pleno Estádio Prudentão pela segunda rodada da Segunda Divisão do Campeonato Paulista – grupo 1. O treinador também assumiu a culpa pelo resultado negativo.
Segundo o comandante, a festa foi descoberta pela diretoria na sexta-feira à noite. “Treinamos a semana toda uma coisa e não tinha como mudar em um dia. Por isso optamos por manter os jogadores na equipe”, explicou. “Não queríamos prejudicar o grupo. Só que no sábado eles ficaram sabendo que a gente sabia o que tinha acontecido. Então gerou uma desconfiança, que teve reflexo negativo no jogo”, avaliou. Do trio, apenas Akai, que havia jogado na estreia contra o Tupã, não foi titular. Augusto e Izac jogaram mal e foram substituídos no segundo tempo.
Técnico engrossa tom em treino e resgata 3-5-2
Com mais broncas e um tom de voz mais grosso do que o normal, Jorge Saran comandou ontem o primeiro treino tático visando a partida contra o Araçatuba, domingo, fora de casa, às 10h, pela terceira rodada da Segunda Divisão do Campeonato Paulista – grupo 1. Durante o trabalho da tarde, no Centro de Formação de Atletas (CFA) Flávio Araújo, no Jardim Everest, o treinador cobrou bastante, principalmente do setor defensivo, e promoveu o esquema 3-5-2, o mesmo utilizado no empate sem gols contra o Tupã na estreia.
A equipe titular treinou com três jogadores que não participaram da derrota de 3 a 2 para o Tanabi, domingo, no Estádio Prudentão. Na zaga, Wallace Vieira retornou ao time após ficar na reserva. Mas a principal novidade foi a saída de Vinicius para a entrada de Fagner, zagueiro que estava no Caicó/RN e treina com a equipe desde a semana passada. Mas o jogador ainda não está confirmado no 11 inicial porque sua saída do clube potiguar não foi formalizada.
“Estamos esperando a rescisão dele, depende do Caicó. O clube de lá diz que a Federação do Rio Grande do Norte está cobrando uma taxa de rescisão que antes não cobravam. Eles estão tentando negociar isso”, explica o diretor de futebol profissional, Pedro Alcazar Neto.
FONTE:JORNAL O IMPARCIAL

